Família de Santa Maria pede na justiça por UTI Especializada para vítima de incêndio
Família de Santa Maria pede na justiça por UTI Especializada para vítima de incêndio em lancheria em São Sepé.
Desde o primeiro momento, a família tem buscado todas as alternativas possíveis, realizando inúmeros contatos com hospitais, centrais de regulação, Ministério Público e Poder Judiciário. Diante da extrema gravidade do caso e da demora injustificável, eu, cunhado do paciente, obtive inclusive uma decisão judicial, determinando que o Estado agilizasse imediatamente todos os procedimentos necessários para viabilizar a transferência de Murilo para um leito adequado, inclusive na rede privada, caso não houvesse vaga na rede pública. No entanto, mesmo após a ordem judicial, ao entrarem em contato direto com dois hospitais particulares de Santa Maria — Hospital de Caridade e Hospital São Francisco — foram informados de que não consta em seus sistemas qualquer pedido de vaga, solicitação de transferência ou contato oficial relacionado ao paciente.
Familiares pedem ajuda, devido a grave e alarmante situação enfrentada pelo paciente Murilo Macedo Bairros, que se encontra internado em estado grave, necessitando com urgência absoluta de transferência imediata para um leito de UTI especializado, seja na rede pública ou privada.
“Essa informação gera profunda indignação e extrema preocupação, aos familiares, pois evidencia que, apesar da decisão judicial e da urgência médica, os procedimentos não estão sendo efetivamente encaminhados como deveriam. Enquanto isso, Murilo segue aguardando, correndo risco real de agravamento do quadro ou até de morte, enquanto responsabilidades são empurradas de um órgão para outro.” Declarou um familiar da vítima.
Diante desse cenário, questionamos de forma legítima, pública e transparente, por que os pedidos não chegaram aos hospitais particulares? Quem é o responsável por essa falha grave? Os recursos do Estado, destinados a custear transferências e internações em UTI, estão sendo de fato utilizados? Até quando um paciente em estado grave precisará aguardar enquanto decisões judiciais não são cumpridas? Questiona a família.
O que está ocorrendo configura, no mínimo, uma gravíssima falha administrativa, podendo inclusive caracterizar negligência no cumprimento de uma ordem judicial, colocando diretamente em risco o direito fundamental à vida e à saúde.
Reforçamos que a família já fez tudo o que estava ao seu alcance. Agora, exigimos apenas o cumprimento imediato da decisão judicial, o respeito à lei e, acima de tudo, à vida de Murilo Macedo Bairros.
Fonte: Felipe Nascimento




